O que fazer agora com o Iraque?

23/08/2010 03:11

Tropas de combate americanas começam a se retirar do Iraque deixando para trás um rastro de destruição e mortes. Após sete anos de ocupação, permanecem problemas que não apontam para uma vida melhor que antes, no tempo de Sadan Husein. A elite que foi trazida do exílio para formar um governo de coalizão, não conseguiu ainda a confiança do povo. Sunitas, xiitas, católicos e curdos desconfiam uns do outro e o país segue ao abandono. Falta água, luz, esgoto, infraestrutura, saúde pública, programas educacionais, trata-se de um país que terá que se reconstruir sozinho. Será que a democracia compreendida por nós tem a mesma eficácia dentro de um quadro étnico, religioso e cultural tão distante do mundo ocidental o qual vivemos hoje? A economia do Iraque está dilacerada e o petróleo não será suficiente para financiar todos os projetos necessários  a sua recuperação. Empresas estrangeiras que lá se instalaram só estão preocupadas com seus próprios lucros. A deposição do ditador Sadan Husein por si só não conseguiu dar melhor condições de vida a este tão sofrido povo. Mercenários americanos pagos pelo Departamento de Estado continuarão presente para defender os interesses das grandes corporações americanas, e agora sem a vigilância do exército, agirão com maior crueldade. Com a relativa independência curda no norte do país, serão constantemente ameaçados pela Turquia que não aceitará que seus irmãos curdos cruzem a fronteira para causar danos em território turco. Além disso, os curdos, tão pouco, permitirão livre acesso a suas riquezas petrolíferas em seu subsolo.

Resta ao povo tentar aprender a conviver com uma frágil democracia que tenta se instalar e vencer o sectarismo que faz parte de sua milenar cultura. 

Foto utilizada com a permissão da Creative Commons kholkute  © 2011 Todos os direitos reservados.

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